domingo, 27 de setembro de 2015

PERFIL

Novo perfil do porteiro profissional

Há alguns anos que não vemos mais aquele porteiro idoso, cabelos grisalhos, desprovido de conhecimentos tecnológicos, que não possui aparelho de telefonia celular, ou que possui o equipamento, mas não sabe utilizá-lo na sua plenitude; que não conhece e nem utiliza computador; que viu o nascimento de várias crianças no condomínio, crianças estas que hoje são adolescentes; que enxergava seu serviço como uma carreira e queria se aposentar na profissão; enfim, aquele profissional tido como “da família”. Definitivamente este profissional não mais existe.

Em seu lugar temos um porteiro mais novo, que se conecta a redes sociais do próprio smartphone (ou tablet pessoal – sim ele tem um tablet), ao mesmo tempo em que assiste TV, ouve rádio, observa câmeras de segurança, abre e fecha portões, recebe mercadorias, usa o interfone, o computador, etc, tudo durante o turno de serviço (mesmo sabendo que fazer tudo isso simultaneamente vai aumentar a possibilidade de cometer falhas operacionais, e olha que elas ocorrem e muito!); que é irrequieto, ambicioso, que vislumbra não se aposentar nesta profissão, pois almeja ser “promovido” a vigilante, ou líder de portaria, ou mesmo ser supervisor operacional com salários que podem chegar a mais de R$ 4.000,00 mensais.

Enfim, temos hoje um profissional desapegado do lugar onde trabalha e que anseia alcançar mais, muito mais…

Analisando empiricamente os quase 500 currículos que chegam mensalmente em nossa empresa, observamos claramente uma característica comum a todos: “falta de estabilidade no trabalho”. São poucos os candidatos que nos apresentam histórico de permanência superior a 02 anos na mesma empresa.

Diante desta constatação, observamos as empresas elaborando planos de carreira visando reter alguns profissionais, mas cientes de que vários outros “baterão asas” rumo a outros objetivos.

Aos síndicos e demais moradores, sugiro que entendam e aceitem que estamos diante de uma nova realidade de desapego profissional, o que gera rotatividade e por conseguinte insegurança, mas que veio para ficar.

Roberto Flores Freitas

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